segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Queimadas destroem Zona de Proteção Ambiental

Com a proximidade do verão e o forte calor sentido nessa época do ano, a quantidade de queimadas nas Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs) têm aumentado bastante, em Natal. Além do período de estiagem, outro fator que contribui para os crescentes casos é o acúmulo de lixo e entulho nesses locais, o que acaba propagando o fogo.

Para o chefe de operações do Corpo de Bombeiros (CB), coronel Eliseu Dantas, a quantidade de ocorrências por toda a cidade é grande. "Só no mês de outubro foram 135 chamadas para combate ao fogo. Em novembro, já foram 94, mas nem todas podem ser atendidas. É complicado porque a demanda é alta e não temos condições de chegar a todas as áreas atingidas. O efetivo de homens no CB é de 20 por turno, exclusivamente para incêndios, mas não apenas para ocorridos em matas, incluem-se residenciais também", revela. Ele afirma ainda que são atendidos os primeiros a acionarem o Corpo de Bombeiros.

Segundo o técnico ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Valmir Siqueira, as principais áreas afetadas fazem parte da ZPA 1, que corresponde a região do Parque da Cidade, San Vale, Candelária, Pitimbú e Conjunto dos bancários. "São diversas ocorrências nessa zona, pois as pessoas acabam poluindo a região e queimando o lixo no local.

Há pouco mais de um mês, um homem foi detido por iniciar um incêndio no prolongamento da Avenida da Integração. Era um carroceiro despejando seus entulhos e queimando na parte da mata. “É o chamado fogo criminoso. Mas, percebemos que muitas vezes eles fazem sem intenção, sem saber realmente que estão agredindo a natureza. Acham que estão contribuindo para um ambiente sem lixo, mas acabam prejudicando muito mais”, alerta.

Essa queimada, segundo Valmir, foi a mais forte de 2009 em toda Natal. Além da equipe de dez técnicos ambientais da Semurb, que são responsáveis pela ZPA 1, foi necessária a ajuda dos Bombeiros e da Guarda Municipal de Natal para controlar o fogo. "A intensidade e proporções foram preocupantes. Foram quase duas horas para que o fogo fosse cessado. Tivemos sorte porque não chegou às dunas e morros, pois o acesso seria bem complicado e a dimensão do incêndio seria bem maior", acredita.

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